segunda-feira, 13 de novembro de 2017


 

O que seriamos sem palavras.

Essas fórmulas mágicas.

Palavras que o  vento leva, silêncios imprecisos de quando elas nos fogem de repente.

Palavras ordenadas no caus dos dias de tormenta. Frases atiradas *a pressa sobre folhas de papel florido em momentos de puro êxtase

Palavras que alteram o rumo das coisas. Signos finais de caminhos traçados ao som de verbos conjogados em tempos e  pessoas de sintonizadas.

Significados que brilham como diamantes nas missivas mais obscuras. Entendimentos frágeis que se esbatem no deserto dos olhares desencontrados.

As palavras que me faltam agora, mas que em tempos me sobravam em hordas de luz e  cor.

As palavras que  procuro no vão dos dias inquietos que atravesso sem substantivos adjectivados no calor das tuas mãos nas minhas.

As  frases tão perfeitas que as tuas palavras mutilaram para sempre.

A dor da ausência sem sentido nem palavras.

A  verdade significativa com palavras a  mais e  despida de sensações.

O caminho que faço agora sem palavras.

A verdadeira causa  incipiente perdida na cadência das afirmações otrora claras.

O rumor da tua voz cada vez mais longínqua.

A lembrança do tempo em que tudo quanto menos precisamos foram palavras.

Aquilo que não disseste, tudo quanto jamais eu quis ouvir.

A vida que atravesso agora naufragando nos vestígios das palavras.

Pedaços de tudo o  que ficou por dizer, no acordo tássito a  que até elas se furtaram. E  umcaminho persistente que faço em busca de palavras sopradas pelo vento numa voz que se aproxima sem medo.

As  palavras antigas e  gastas que procuro  

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