Voar.
Deixar para trás tudo o
que nos prende.
Soltar amarras e
deixar florescer a essência primordial
que nos habita.
Rasgar convenções.
Ter a coragem de nos
libertarmos de tudo o que nos sufoca.
Partir, cortar, escrever nomes novos em histórias antigas,
mas não lhes adivinhar o final.
Abrir os olhos para a
liberdade sem o medo do salto
para o vazio.
Fazer e refazer
a nossa história sem nada do que fomos
a ensombrar-nos os dias.
Crescer, viajar e
planar por um mundo a quem
abrimos a porta e a
claridade.
Chegar onde queremos sem medo da verdade dos outros, mas
acima de tudo nunca abandonando a nossa.
Existem lembranças que serão sempre aberturas de caminhos
e final de rota, instantes que nos farão
para sempre voltar a um ponto de partida,
e nos voltarão ao mesmo tempo a ensinar
os novos percursos.
É a força do que
fomos que nos liberta para o que
queremos ser, e deixa entrar em nós
a claridade.
Porque a vida renasce todos os dias, quanto mais soubermos
libertar-nos do que não nos pertence, e menos tivermos a tentação de nos
aprisionarmos e enredarmo-nos nas teias dos outros.
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