segunda-feira, 30 de outubro de 2017


Voar.

Deixar para trás tudo o  que nos prende.

Soltar amarras e  deixar florescer a  essência primordial que nos habita.

  Rasgar convenções.

Ter a  coragem de nos libertarmos de tudo o  que nos sufoca.

Partir, cortar, escrever nomes novos em histórias antigas, mas não lhes adivinhar o  final.

Abrir os olhos para a  liberdade sem o  medo do salto para o  vazio.

Fazer e  refazer a  nossa história sem nada do que fomos a  ensombrar-nos  os dias.

Crescer, viajar e  planar por um mundo a  quem abrimos a  porta e  a  claridade.

Chegar onde queremos sem medo da verdade dos outros, mas acima de tudo nunca abandonando a  nossa.

Existem lembranças que serão sempre aberturas de caminhos e  final de rota, instantes que nos farão para sempre voltar a  um ponto de partida, e nos voltarão ao mesmo tempo a  ensinar os novos percursos.

É  a força do que fomos que nos liberta para o  que queremos ser, e  deixa entrar em nós a  claridade.

 

Porque a vida renasce todos os dias, quanto mais soubermos libertar-nos do que não nos pertence, e menos tivermos a tentação de nos aprisionarmos e enredarmo-nos nas teias dos outros.  

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