Chama-se Simone e canta cantigas, esta mulher de armas que nos entra pela alma a dentro e deixa nela a profunda sensação de que vale a pena ter coragem, desbravar caminhos e seguir em frente com a vida que nem sempre é mãe.
Simone é o brilho no escuro. A lufada de ar fresco que trás consigo a terra inteira.
O canto aberto e claro da essência.
Aquele turbilhão doce em que sabe bem sermos enredados.
Gosto desta mulher grande em quem vejo personificada a forma mais sublime de ser simples e vencedora.
Simone é das poucas pessoas que nos faz acreditar que vale a pena ser verdadeiro num teatro de vaidades como é a vida pública nacional.
Nesta noite em que me entrou pela casa dentro no programa grande entrevista, senti uma vontade irreprimível de dizer o quanto admiro aquela pessoa que é só nossa, e com quem fui crescendo e bebendo as palavras.
Num país que também se chama Simone de Oliveira.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
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